Hoje iremos rassudocar sobre este que no momento é também, se não o meu disco predileto de todos, "Blood Sugar Sex Magik". E digo, a última vez que me entusiasmei tanto num álbum foi com "The Lamb Lies Down On Broadway" do Genesis, outra obra prima, este do rock progressivo, na qual possivelmente posso vir a dissertar sobre, em algum momento, mas voltando ao da vez, não pretendo fazer uma análise completamente técnica de faixa a faixa (até porque não tenho o conhecimento técnico pra isso), mas sim comentar sobre todas minhas preferidas (praticamente todas) e também destacar pontos altos que soaram aos meus ouvidos, e não são poucos, apesar de ser um disco que me deixa sem palavras por sua qualidade. Creio que não seja nem um pouco difícil esse disco ser o favorito de muitos, tanto no geral, quanto na discografia do Red Hot Chili Peppers.

O disco começa com os dois pés no peito com a faixa "The Power Of Equality" com um instrumental do caralho e uma letra no melhor estilo "dedo na ferida" com um discurso contundente e necessário sobre igualdade. Imendando com a próxima faixa funkeada, a contagiante "If You Have To Ask" gosto muito do jeito versátil em que os vocais do Anthony Kiedis se conduzem tanto no verso até a transição pro refrão, que se não me engano é um duo entre John Frusciante e Flea, respectivamente Guitarrista e Baixista da banda. (Na foto acima, John no canto inferior esquerdo, e Flea no superior direito, Chad Smith, Baterista, no canto inferior direito, E Anthony, o vocalista, no canto superior esquerdo) "Funky Mother Fuckers Will Not Be Told To Go". Próxima faixa, a balada "Breaking The Girl", pra mim uma bela canção, linda mesmo, na letra Anthony relata sua relação com sua namorada da época e como ele poderia a magoar com seu jeito da "cachorrada" no qual ele se atribui influenciado por seu pai, que também era um sujeito garanhão e de índoles questionáveis. Atenção para o solo de percursão quase no final tocado com vários objetos metálicos aleatórios, e que funcionaram muito bem, podemos ver essa proeza sendo feita no documentário "Funky Monks" gravado durantes as gravações do disco na mansão de Rick Rubin, produtor antagônico que fez parte fundamental do álbum, nele também podemos ver John gravando lindamente o violão da faixa, o que dá mais um brilho a escutarmos novamente. Dando continuidade temos "Funky Monks" você já percebe que vem coisa boa logo no começo com os riffs do John, que na minha visão dão um ar meio caipira na música, e logo depois entra a bateria fudida do Chad Smith, impossível ficar em inércia, John surpreende novamente com um solo mais pro final da música de pirar mesmo, e no final a linha de baixo irada tocada por Flea, ótima canção, erradamente esquecida por alguns. Próxima, novamente com os dois pés no peito e mais um soco na cara em forma musical, "Suck My Kiss" mal tenho o que falar, apenas ouçam, um adendo pra transição da guitarra de John para o começo do verso e as variações no refrão, o vocal frenético de Anthony, da pra ver que ninguém estava de brincadeira. Sexta faixa "I Could Have Lied" novamente Anthony retrata seus percalços amorosos, dessa vez com um pé na bunda que tomou, e a letra retrata uma possível tentativa de reconsciliação, infelizmente falha, mas que nos trouxe mais uma bela canção, onde novamente tenho que ressaltar a guitarra de John, que aqui se apresenta chorosa mas com personalidade na música. Sétima, "Mellowship Slinky In B Major" onde também podemos ver a química entre John e Flea, aqui é mais um exemplo de guitarra e baixo se complementando de maneira redonda, outra em que os vocais versáteis e reconheciveis de longe de Anthony me deixam de queixo caído.
Próxima em sequência, "The Righteous & The Wicked", como o título apresenta, fala sobre a dualidade entre o bem e mal, guerra e paz, se concretizando nas bestiais atitudes humanas que por tanto nós nos fudermos acabamos de algum jeito levando isso à natureza, sabendo que somos parte dela, isso fica visível no segundo verso. Nona faixa a outra balada "Give It Away", possívelmente até quem não acompanha a banda deve conhecer essa, vocais e refrão cômicos e marcantes, ótima faixa, porém o nível de qualidade e de saco cheio estão equiparados, se não me engano primeiro single do disco. Décima, a faixa Título " Blood Sugar Sex Magik", também não tenho muito o que falar, instrumental foda, detalhe pra guitarra de John mais uma vez, e também para a variacão melódica da mesma depois do segundo e terceiro refrão. Noto uma semelhança com Rage Against The Machine. A próxima, décima segunda porém não menos importante, a linda "Under The Brigde" com certeza a balada mais conhecida do disco, nessa Anthony retrata sua relação com as drogas e sua solidão durante esse período obscuro de sua vida, em que passava noites injetando heroína debaixo de pontes. A letra inicialmente era um poema de Anthony que foi encontrado por um dos integrantes que o convenceram a transformar numa música, detalhe também que quem canta junto o coro no final é a mãe de John Frusciante. Sequência, "Naked In The Rain", funk rock fudido, também sem muito a dizer. Décima terceira faixa "Apache Rose Peacock" verdadeiramente funkeada, Nessa todos trabalham em volta do funk em tudo, e detalhe pro trompete tocado por Flea na faixa, que inicialmente foi o que Flea começou a tocar desde cedo. Próxima, "The Greeting Song" resgatando o modo punk frenético que sempre esteve presente na banda, resgata a sonoridade do disco anterior chamado "Mother's Milk" Brilhante também, marca a entrada de John na banda e a inserção do grupo para a notoriedade. Em sequência, "My Lovely Man" começa no rock pesado, o refrão transita para o funk de boa maneira, a faixa é uma Homenagem a Hillel Slovak, antigo guitarrista que esteve presente nos primeiros discos banda, o mesmo morreu de Overdose. Décima sexta faixa, fantástica "Sir Psycho Sexy" nessa Anthony relata suas aventuras sexuais de maneira vulgar porém poética, com toda certeza está no pódio das minhas 3 preferidas, são 8 minutos muito bem gastos, atenção primorosa para: O duo de "Fleasciante" com " Sir Pyscho, Sir Psycho Yeah!", a transição fudida da faixa para um clima sensual que serve de ponte para o versinho final e a entrada triunfal do solo de Guitarra do John, que faz meu cérebro "escorrer pelas orelhas" parafraseando Regis Tadeu, coisa de louco, brother, eu me acabo nesse solo, é como se estivesse viajando de carro flutuando pelo universo e ele de fundo. Concluindo o disco de maneira divertida temos "They're Red Hot". Bem, costumo dizer que gosto tanto desse disco que se tivesse uma doença terminal e o médico me desse mais algumas horas de vida certamente reservaria uma para desfruta-lo novamente em meu CD player, pode parecer que pela minha falta de conhecimento técnico e palavras podem soar como mesmisse, mas posso dizer que o disco se apresenta de forma coesa e não monotono, o álbum ainda tem outras faixas que não entraram, pois se não me falha memória os caras queriam fugir do padrão de um disco ter 74 minutos, em que os mesmos poderiam caber a nona sinfonia de Beethoven, então propositalmente e ironicamente "Blood Sugar Sex Magik" tem 73:53 minutos, você pode encontrar as faixas remanescentes na internet, estas são: "Sikamikanico", "Soul To Squeeze". Ouçam sem moderação, Deixarei o link do Documentário "Funky Monks" Legendado logo abaixo. Gratidão