quarta-feira, 25 de agosto de 2021

25/08 - Love Will Keep Us Together or Love Will Tear Us Apart?

 As vezes irmão, as vezes acho que a alegria é contraproducente, outra hora fútil, não me considero alguém profundamente triste, talvez o termo "triste" não seja o mais adequado, talvez melancólico irônico, ou realista, ou de fato alguém com sérios problemas, os quais não são amenizados com facilidade a muito tempo... Um sujeito apto a ter crises milenares com uma única farpa minúscula...uma única frase...um ciúme, cíume sobre algo ou alguém que já pertencia à uma ordem estabelecida, a qual não pode simplesmente mudar conforme os incômodos de quem acabou de ancorar na praia, de fato talvez não seja possível mudar o fato de uma parede ser um parede, podemos talvez mudar nossa interpretação sobre tal, ao invés de um amontoado de tijolos, cimentos e tinta, pode quem sabe enxergar uma tela a ser pintada. O que tento interpretar desse texto é como enxergar possibilidades de desviarmos de um incômodo a qual não pode ser destruido, não depende só de você, quando este incômodo faz parte de um todo que não pode ser meramente separado, queimar a casa para se livrar de um rato, pode ser um erro fatal, irreversível.

Visto que pelo todo já fora criado um ecosistema sentimental que o faz parcialmente ou completamente dependente, acabar com isso seria possívelmente assinar a sentença do próprio adoecimento, da própria enfermidade. O auto-conhecimento poderá , quem sabe, trazer alternativas de tomar outros caminhos e interpretações, ou bater de frente com os pequenos e barulhentos demônios que assolam nosso, pensar, sentir e agir.

  Quando isso poderá tornar te tornar alguém com traços de toxicidade, alguém que prende, sem algemas, apenas com as palavras, um possível chantagista emocional, sabendo disso mas sem nunca ter almejado chegar a esse ponto, até que ponto o altruísmo pode fazer abrirmos mão do nosso bem-estar mental para favorecer o de outro, se aplicarmos isso fora de um relacionamento a dois e para sociedade, veremos algo semelhate, ou se não o próprio presente, pessoas que priorizam o conforto do próximo, e esquecem do próprio, assim o próximo será o beneficiado e o anterior sempre o exausto, um ciclo sem fim, como poderia haver um equilibrio nisso? Limitando isto a um relacionamento a dois, amoroso ou não, a situação pode se agravar, quando um tem a energia que outro se dispôs e ficou sem, seja pra se divertir com outras pessoas, sair pra algum lugar, sem a presença do companheiro...o mesmo que fica a sós tentando recarregar a energia que deixou com o outro(a), sozinho por que sabe que tais situações são os incômodos oriundos da ordem já estabelecida antes de tudo. Você, caro leitor, pode cogitar uma troca de energia entre ambos, mas e quando esta situação de imcompatiblidade se torna frequente? Complexo, não estou afim de fazer vista grossa para atitudes tóxicas que podem compromenter o bem estar de outro numa relação, mas sim tentando entender de onde e como surge algo assim, como amenizar. Te escrevo com base em fatos reais, um pouco de desabafo, onde tenho rotina e experiência, como disse, não espero que isto lhe chegue como um pedido de ajuda, uma denúncia (até por que este texto não fala sobre traços psicopáticos de toxicidade que geram violência ou crimes, e sim do puro e complexo sentimento de amor e seus percalços), mas sim como uma possível breve reflexão gratuita.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Breve e Superficial Ensaio Sobre Moralidade e Liberdade.






   Talvez pessoas não sejam realmente boas, apenas seguem regras, e esperam de alguma forma colocar um mal interno suprimido pela lei para fora, usando o mal cometido por outro fora da lei, da moral, para justificar o ato de pagar na mesma moeda, muitas vezes até pior, nos mostra que o número de imbecis psicopáticos no mundo continua o mesmo. A bondade por obrigação pode não se nada além do medo de represálias, onde também numa sociedade e cultura, ser bom ou honesto, pode ser uma atitude digna de um "otário" perante a população. Maldade pode ser genuína, e biológica do indivíduo ou apenas um reflexo conterrâneo.
    Talvez essa balança devesse ser dada ao indivíduo, não imposta, afinal, o que seria o ser humano sem seu livre arbítrio? Ou afinal, o que seria o livre arbítrio onde numa sociedade tudo e todos escolhem por você, menos você, sem perceber. Pode se dizer que não sejam escolhas, e sim meras influências. As vezes tomo pra mim que o ser humano sem seu livre arbítrio é exatamente como no presente, moderno e ao mesmo tempo datado, livre mas ao mesmo tempo extremamente e inconscientemente escravizado

(A foto é uma cena do filme "Laranja Mecânica", por Stanley Kubrick.)