sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Breve e Superficial Ensaio Sobre Moralidade e Liberdade.






   Talvez pessoas não sejam realmente boas, apenas seguem regras, e esperam de alguma forma colocar um mal interno suprimido pela lei para fora, usando o mal cometido por outro fora da lei, da moral, para justificar o ato de pagar na mesma moeda, muitas vezes até pior, nos mostra que o número de imbecis psicopáticos no mundo continua o mesmo. A bondade por obrigação pode não se nada além do medo de represálias, onde também numa sociedade e cultura, ser bom ou honesto, pode ser uma atitude digna de um "otário" perante a população. Maldade pode ser genuína, e biológica do indivíduo ou apenas um reflexo conterrâneo.
    Talvez essa balança devesse ser dada ao indivíduo, não imposta, afinal, o que seria o ser humano sem seu livre arbítrio? Ou afinal, o que seria o livre arbítrio onde numa sociedade tudo e todos escolhem por você, menos você, sem perceber. Pode se dizer que não sejam escolhas, e sim meras influências. As vezes tomo pra mim que o ser humano sem seu livre arbítrio é exatamente como no presente, moderno e ao mesmo tempo datado, livre mas ao mesmo tempo extremamente e inconscientemente escravizado

(A foto é uma cena do filme "Laranja Mecânica", por Stanley Kubrick.)

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