Oh meus irmãos, é numa madrugada fria e tão silenciosa quanto passos de gatos que venho expressar algumas de minhas "pseudo-dores"; pedras no sapato; farpas na mente. Sendo assim, não poderia deixar de vos dizer o quanto existe uma intensa dissonância entre eu e o mundo de ideias gerais que me cerca. Quem se dispõe a observar minha persona a olhos nus, logo, não perceberá o quanto eu, de certa forma, desprezo muito das atitudes, ideais hipócritas, dos jovens a qual sou conteporâneo.
Vejo que vários de colegas de infância cresceram, tomaram rumos quase por completos, homogêneos, em ações e opiniões, enquanto eu, sempre muito à parte disso tudo, fui me afastando cada vez mais, e hoje são pessoas que na maioria das vezes somente damos bom dia e seguimos, não há uma conversa franca, de coisas interessantes e agregadoras, se houver, é tão raro quanto eu não achar alguma frescura moderna um tédio. E sério, as vezes isso toma com um aroma de um certo desamparo, angustia, ao pensar que fica cada vez mais díficil sentir um ânimo em adicionar ou readicionar alguém novamente ao nosso ciclo, e as vezes com conforto, serenidade de saber que de todo esse circo, eu posso me sentir diferente. Caralho, não sei se nós crescemos tendo uma educação medíocre; ou se um pontecial abestamento mental se espalhou por essa geração dos 90/2000 pra frente; ou uma malícia altamente minusciosa e certeira ,de influência da mídia, corrompeu e corrompe muitos todos os dias, sabendo que ambos são prováveis. Vejo uma onda de querer ser o "justiceiro"; "bonzinho"; "sensato"; "cancelador". As aspas não são atoas, todos esses títulos vem carregados de uma mentira, ego a ser massageado, uma hipocrisia tão nojenta, como se todos fossem tão virtuosos a ponto de se acharem no direito de jugar certo e errado, fuder a vida de qualquer um, afim de curtidas e reverenciamento digital e ainda quererem cobrar a todos que façam o mesmo, se não serão os "fascistas". Uma pregação de liberdade, falsa, pois a liberdade aos olhos de tais, é somente ao ponto que suas ideias e ações sejam de concordância da bolha. O amor ao próximo, a menos que pense diferente, dai sim pode xingar até não sobrar ar nos pulmões.
Ao mesmo tempo vejo uma onda auto-destrutiva, tanto em decorrência à tudo que disse acima, quanto aos costumes podres que perduram e se atualizaram nos dias atuais. Não se tem senso ao confundir liberdade com não ter pudores, onde não é difícil ver adolescentes antes dos 18 discutindo sobre ressascas, e planejando parar de se drogar no mês seguinte. Bicho, me soa óbvio, a tv te propõe isso 24h por dia, a música popular, a população em geral, a própria internet, pra manter-nos como "proletas" de 1984 (livro), inúteis por si só, incapazes de raciocinar. Mas nada disso pode suprimir a capacidade individual de se reveter a isso, não se pode esconder, mesmo com tudo isso, mesmo sendo díficil romper com esse ciclo de fezes interminável, o defunto nas costas ainda é seu, muito se fala sobre comunidade, pouco se discute sobre o indivíduo, o que compôe o todo, negar sua personalidade em nome do popular, me parece negar a própria vida à custa da aceitação de quem não ta nem ai pra ti. Hoje em dia, deixar sua individualidade ressaltar sobre as camadas de influência popularesca é um gesto nobre a si, e sem cobrar, fazer com que isso se torne um exemplo aos demais envolta, será a faísca de uma evolução (a verdadeira). É por onde tento me conduzir, pra não cair nas falácias modernas. Lápidar meu ser, busca de sabedoria, nesse mundo hostil, ser alguém melhor é uma labuta!.
(Tudo que disse são meras opiniões, não as tome como verdades (nem mentiras), muito menos absolutas, talvez como rudes informações, ou pontos de vistas)
"Pense, num mundo ideal onde o individuo é o principal
Você consegue imaginar?
Devo enfatizar, aja como se já tivesse lá
Ao invés de ter ficado sentado, como se nada fizesse pra mudar essa porra"
-Shawlin, "Oqueéoquintonandar".
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