O progressismo de esquerda é um sintoma mortal de uma doença que assola a humanidade há séculos: a fraqueza.
Antes de tudo, quando digo fraqueza, refiro-me a algumas coisas, como o ato de negar a si mesmo, ódio contra as formas nobres e, no cerne de tudo, impotência para impor sua vontade sobre o resto.
Em 17 de agosto de 1945, o autor inglês Eric Arthur Blair, popularmente conhecido como George Orwell, publica um livro curto e de riquíssimo valor para seus leitores, "A Revolução dos Bichos". A União Soviética estava saindo triunfante da Segunda Guerra Mundial junto de outros Estados dos Aliados. Era a promessa de um paraíso socialista: as contradições do capitalismo estavam sendo vencidas, os trabalhadores não eram mais explorados pelos burgueses, o Estado era o representante da classe proletária e alocava seus recursos da maneira mais eficiente. Bem, pelo menos era isso o que os entusiastas e leigos pensavam, mas não Orwell. O escritor enxergou o real sentido da Revolução Russa de 1917 e publicou o livro supracitado como uma forma de desvelar o caráter sujo de suas intenções por meio de alegorias.
O texto começa exibindo mais um dos discursos ds Major, um porco velho e idealizador da revolução, uma representação de Marx e Lênin. O mesmo segue um monólogo no qual ele critica os homens que são um símbolo para a burguesia, contra os animais que são a classe trabalhadora. Gostaria aqui de ser direto ao ponto e enumerar algumas falas de Major:
"O Homem não serve aos interesses de nenhuma criatura, exceto dele mesmo. E entre nós, animais, que haja perfeita unidade, perfeita camaradagem na luta. Todos os Homens são inimigos. Todos os animais são camaradas”;
"Então não é óbvio, camaradas, que todos os males desta nossa vida brotam da tirania dos seres humanos? Livrem-se apenas do Homem, e os produtos de nosso trabalho seriam nossos. Quase da noite para o dia poderíamos ficar ricos e livres".
Evidencia-se, portanto, elementos de importância no pensamento do suíno. A fundação de sua filosofia está no ódio contra os exploradores e na negação da natureza - Ora, leitor, se você ainda não foi corrompido pela moral dos fracos, você sabe bem que é próprio do indivíduo explorar o outro das mais variadas formas -. O homem, segundo os animais, é apenas um agente de maldade que se apropria, domina e suprime a vontade deles. A reação natural dos bichos é então criar uma moral que se adeque ao seu contexto, parindo então uma condição de bem contra mal. Eles representam o bem, a união dos explorados, um corpo único que se abstém de subjugar seus semelhantes e coloca como mal tudo aquilo que é próprio de seus senhores. A moral deles é baseada no rancor e ressentimento, na negação do senhor primeiramente, fingindo estarem afirmando-se.
Se tem algo retumbante nos fracos é o ódio, somente por meio da ira contra os fortes é que eles podem se coletivizar e "triunfar a justiça", justiça essa que se baseia no amor entre seus iguais - todos moribundos, diga-se de passagem -, vingança contra sua contraparte e estabelecimento de um paraíso de igualdade sem fim.
No decorrer da obra, Orwell brilhantemente aponta que mesmo dentro da fraqueza há vida, portanto impulso de dominar os mais incapazes. Dentre várias espécies da comunidade, os porcos acabam por assumir o papel de explorador que antes era dos homens e com mais tirania ainda. É esse o fim real de toda utopia que nós criamos, não há maneira de escapar de nossa natureza.
Os esquerdistas progressistas são apenas fruto da debilidade humana, e temo que eles acabem vencendo e destruindo nossos valores, pois mesmo sendo ineptos, eles são a maioria neste mundo que cada vez mais nega força, intrepidez, individualidade, coragem e ação.
Aliás, se Revolução dos Bichos retrata tão bem a realidade, quem são os progressistas de hoje na obra? Respondo dizendo que eles são as ovelhas.
Obrigado pela atenção, leitor(a)! Fique com Deus.
- Saint Nero, 14/03/23

Ótima postagem, continue com o bom trabalho.
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