1. A ralé conhece o amor somente como autoflagelo. Tais degenerados só podem amar quando retiram de si em nome do amado. Amputam-se, sacrificam-se dia após dia para terem a grande surpresa: eles não são amados de volta. Na verdade, são descartados pelo outro. Ora, como alguém que não ama a si mesmo pode amar verdadeiramente?
Eles inventam a ficção de estarem se abrindo a uma nova perspectiva de vida quando, em verdade, estão se atirando como prostitutas aos pés de alguém, negando a si e ao próprio mundo, pois eles não reconhecem qualquer valor em si mesmos!
Por se odiarem, estão na eterna jornada edipiana de retorno ao seio da mãe, onde poderão se sentir parte de uma unidade, de um todo repleto de autoamor.2. No maior gesto de amor de si já feito na história, o ceifador tomou a vida dos apanhadores do campo que, sob o sol de cada dia, ajudavam-no na colheita. Afora, parasitas! Deixem já este corpo, pois ele é santo.
3. Para uma vida melhor: não confie nos que pouco vivem, os sem-autoestima. A piedade é o sentimento que mais causou tragédia à humanidade. Decepe os protossalgueiros com um machado, sem piedade! O sangue deles é para a sua autossantificação. Consagre-se já!
4. Eu, portanto, proponho uma nova fórmula ao amor. O único e verdadeiro amor é aquele fundamentado em autovalor que se propaga ao meio, uma energia que engole as outras para se unirem em algo superior. Assim, aqueles que pouco estimam de si são incapazes do verdadeiro amor.
5.
Feiticeiras correm livres pelo bosque.
Só há beleza, pureza.
Com sede,
O deus da natureza se aproxima
E, uma a uma, rapta as inúmeras bruxas.
Ouve-se música, risadas.
Regada a vinho,
Como é prazerosa a orgia no bosque!
6. O caduceu da vida e da saúde santifica as fendas: dá-lhes completude.

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