Poema da Crueldade Trágica do Despedaçamento no Amor
Não posso olhar para rostos que prometem um sorriso
Sem que meus olhos ensaiem lágrimas.
Porque eu quero ter, quero possuir,
E quem engana não possui.
Quero que minha profundidade
Seja sua lembrança na minha ausência.
Quero chorar em seu colo,
Mostrar meu inferno,
Libertar os demônios do meu caos.
Minha melancolia é vontade de possuir.
Saiba que meus heróis morreram loucos
Ou amarrados numa corda,
Solitários,
Sem que houvesse quem os escutasse
Por que alguém me escutaria?
Saiba que meu mundo não é pequeno
E que não sou melhor que um criminoso,
Embora não seja digno de um crime.
A meus demônios, dei lógica, matemática
Química, física, gramática.
E eles têm vontade de liberdade.
Libertarem-se e invadi-la,
Para que seu amor seja um lamento,
Para que você seja devorada,
Para que eu a estilhace,
Para que você vista um véu negro em memória de mim,
Para que eu seja imortal na morte,
Para que eu viva em você.

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